13 de Maio, dia dos Pretos Velhos

13 de Maio, dia dos Pretos e Pretas Velhas, mas quem são estas entidades?
Abaixo segue um texto do Babalorixá Omolubá, que nos explana com maestria quem são estes valorosos trabalhadores da nossa Umbanda Sagrada.

Lembramos também que hoje a Tenda realiza uma sessão em homenagem aos nossos amados Pretos Velhos. Segue o texto:

O Preto-Velho na Umbanda é um conselheiro por excelência da gen te moça do século que segue. Sua natureza racial expressa naturalmente boa-vontade, paciência, tolerância, mansuetude e alegria que se configuram na música, na dança mágica, vigorosa e jubilosa, no gestual comedido, na fala calma e mansa de quem já compreendeu perfeitamente que a vida é a suprema doação do Grande Ser OLÓRUN ou ZAMBI.
Desencarnados, ampliaram seu seno de observação sobre si mesmos e sobre as pessoas encarnadas da dita sociedade brasileira de consumo, imitadora do Primeiro Mundo.
Originários dos cinco milhões de descendentes dos quais quase um terço optou pela nova e genuína religião implantada no plano físico, no Brasil de 1908.
Aproximaram-se dos sinhozinhos e sinhazinhas através da mediunidade – ponte entre os dois planos – para prestarem favores de alma para alma. Descobriram que este intercâmbio gera moeda de evolução para uns e outros, quando bem sucedido; e esses favores se estendem até o último do desencarne de seus tutelados, na hora extrema, conduzindo-os seguramente aos familiares consangüíneas que foram antes para o plano das emoções e ansiosos aguardam pela chegada dos que aqui ficam.
Convém realçarmos esta relação entre médium, protegidos e almas desencarnadas; além de orientarem no cotidiano seus protegidos que freqüentam as casas de Umbanda orientando-os para que sigam um procedimento digno e fraterno para com os semelhantes, os Pretos-Velhos, Caboclos, Boiadeiros, Exus e Pomba-Giras estão atentos e preparados para oferecerem (convém repetirmos) a proteção última ao caminheiro de Umbanda até o temido e enigmático portal da morte, que separa o plano físico do plano astral que se abre para o “outro lado da vida”.

Relação médium-guia: Os Pretos-velhos são de certa forma bem tolerantes com seus protegidos, sinhozinhos e sinhazinhas. Não se aborrece facilmente, mas quando acontece, são duros e exemplares no castigo e na indiferença. Pregam sobretudo e renovação moral dos seus tutelados em todos os sentidos.

Força da natureza: observadores atentos de todos os fenômenos físicos e astrais do planeta.

Expressão: boa-vontade, paciência, tolerância, mansuetude, alegria, comedimento.

Datas comemorativas: suas festas são realizadas por todo mês de maio. Nelas é servida a famosa feijoada e, de sobremesa, os doces típicos (queijadinha,pé-de-moleque, bolo de aipim, mãe-benta, quindim, pamonha, cocada-puxa e tantas outras guloseimas) da cozinha baiana e também de outros Estados brasileiros. Não se pode deixar de consignar o dia 13 de maio de 1888, data de Abolição da Escravatura no Brasil.

Composição
: Agrupamentos distintos das várias nações africanas. Com o passar do tempo esta diferença está se esvaecendo.

Hierarquia: Seguem ao guia-chefe do templo, que tanto pode ser um Caboclo, como um Boiadeiro ou um Preto-Velho.

Saudação: “Abença, Preto-Velho”, “Abença, pai Joaquim” (ou nome que tenha a entidade). Também se usa o “Abença, vovô (ó)”, “Abença tiazinha”

Pontos cantados: Existem mais de uma centena, verdadeiras relíquias do cancioneiro sacro da Umbanda. Podem ser pontos de raiz ou pontos elaborados por compositores-ogàs, certamente inspirados por essas entidades maravilhosas.

Pontos riscados: de acordo com o grupamento

Indumentária: nada especial. Geralmente usam traje branco, mas em dias de festa e para agradar os Pretos-Velhos, o médium pode usar roupas de xadrezinho.

Local preferido: Quando não estão no Terreiro adoram as redondezas das Casas Coloniais.

Cor: da preferência de cada um, embora prefiram cores claras e o indefectível xadrezinho.

Cor da guia: usam colares confeccionados com sementes e miçangas a gosto da própria entidade.

Ervas utilizadas: exímios curadores através das plantas (sementes, raízes, casacas, folhas e frutos), os Pretos-Velhos, em sua maioria, sempre se voltaram para a medicina vegetal, embora reconhecendo a importância da alopatia, da homeopatia, da medicina alternativa e do advento da ciência nuclear dos dias de hoje com prolongamento natural para o plano astral, onde também se processa a cura de várias doenças.

Flores: gostam de todas, principalmente das de tonalidade clara.

Frutos: a gosto de cada um.

Mineral: nada especifico.

Planeta: Apreciam as fases lunares e o Sol.

Dia da semana: segundas-feiras, domingos e feriados.

Comidas secas: aipim e fruta-pão cozidos, mingaus diversos, principalmente o mungunzá, acaçá, acarajé e demais quitutes da cozinha africana. Bebidas: café adocicado ou não, vinho tinto, água, garapa etc.

Fonte:  http://www.casabrancadeomolu.com.br

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