Diálogos com os guias: Mãe Maria Conga

Na festa em homenagem aos Pretos Velhos aqui na Tenda, em um bate papo descontraído com uma entidade de Umbanda, conhecida por Preta Velha Maria Conga (quem já conversou com um Preto Velho sabe do que estou falando), com seu jeito tranquilo e dócil, parecendo aquela avó que nos colocava no seu colo para contar causos, seguiu o seguinte diálogo:
-Salve minha mãe! Estou feliz de vir até aqui saudar a senhora. Hoje nesta festa, dia dedicado a vocês, quero lhe agradecer minha mãe, por tudo que tem feito por todos nós aqui na Tenda.

-Saravá zifio. Nega que agadece os agrado.

-Esta tudo a seu contento minha mãe?

-Num carecia de tudo isso, hehehe(risos). Mas ta bem bunito, e mais bunito ainda é que suncês tão feliz cum nóiz, e arrepartindo o pão. Sabe fio, tudo isso é mais pra suncês que pros nêgo. Mais o mais importanti é que suncês fazem isso e cresce o espírito de irmão entre suncês!

-Verdade minha mãe. Mas quero aproveitar e lhe pedir auxílio minha mãe. Estou numa luta bem grande, posso dizer que comigo mesmo, lutando contra “coisas” que estão enraizadas na minha alma e estou em batalha para vencê-las. Quero fortalecer minha mente, e não sucumbir as tentações minha mãe…

-Fio, todo mundo acha que pra paga o que deve a Zambi(Deus) tem que sofrê, acha que sofrendo vai paga e tá em paiz. Hehehe; aí que se enganu! Quando sófre é só pra podê aprendê fio. Pra paga a Zambi é só com amor. Tem que paga o sofrimento com amor!
Essa força que o fio qué pra vencê o fio mesmo, tu tem fio! E nega sabe que tu vai vencê. O fio vencêndo vai se exemplo pros otro. Nega vai ajudá. Essa necessidade que fio tem de luta contra tu mesmo, é pra fio cresce! Só cresce fio quando vai se soltando da carne. Tudo que te prende a carne fio faz tu fica parado, num cresce!

-Sem palavras minha mãe. Grato pelos conselhos. Sua benção, e lhe peço proteção ao seu aparelho. saravá minha mãe.

-Saravá fio!

Assim, na festa de Pretos Velhos aqui da Tenda de Umbanda Xangô 7 Raios, ouvi esses conselhos com a sabedoria de alguém que resumiu uma lei espiritual em algumas palavras, e colocou tal profundidade, que fiquei engasgado e com seus conselhos ruminando dentro de mim.
Quando mãe Conga nos diz que só pagamos com amor, ela traz uma profundidade para a lei da reencarnação que nos diz que, só realmente concertamos algo quando reparamos o erro cometido ao outro lhe fazendo feliz, e não convivendo com alguém por conviver, suportando algo e dizendo que está “pagando”.
Não, no máximo experimentando algo que já tenha causado ao outro, mas só adquirimos crédito frente ao banco cármico quando retribuímos, ou ressarcimos o irmão com amor e felicidade.
Salve as almas!

Obs: Preservei as palavras como falam os Pretos Velhos para distinguir sua fala.
Estas postagens de “Diálogo com os guias” serão seguidas. Nomes e circunstâncias serão trocados para privacidade dos consulentes, mas o conteúdo preservado. Estes diálogos são verídicos e aconteceram no decorrer das sessões da Tenda.

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