“…e mais um tempo para pensar.”

Livre-se do mal com a ajuda dos Pretos-Velhos

Foi no silêncio sagrado da madrugada do dia 01.04.2020 que esta frase foi enviada. Precisamente, agora quarta-feira. Hoje é quinta-feira, 02.04.2020:

“…e mais um tempo para pensar.”

E era justamente o que este barbudo aqui estava fazendo! Não que a frase tenha alguma ligação com o que eu estava fazendo, não, não! Mas era o que eu estava realmente fazendo, pensando. E pensando em algumas possíveis conexões nos fatos do nosso tempo, como a contaminação mundial, o nosso recolhimento social nos obrigando a ficarmos sozinhos com nós e com a nossa família, sem trabalhar e sem frequentar templos religiosos.

E também fiz uma conexão com a proximidade da Paixão de Cristo, que se inicia mais ou menos por agora, sem querer me apegar em datas exatas.

Então eu tinha diante de mim uma contaminação global, nosso isolamento social e o momento em Jesus aceitou entrar em seus últimos dias. Ah, e aqui vai outro ingrediente para ser analisado: o que a Mãe Andréia de Xangô me disse sobre o que ouviu de Xapanã lá em dezembro de 2019: O ano de 2020 deveria ser de recolhimento interior, de um certo luto, de um certo silêncio, inclusive sem músicas nos terreiros de Umbanda.

Então ontem a noite, num encontro rápido no Jardim a Terreira Xangô Sete Raios, estava a Mãe Andréia e do Pai Michael de Oxalá, a Mãe Bárbara de Iansa, minha amada Norma de Oxalá e a futura Sacerdote Aline de Iansa, com a menina Clara no colo fazendo “bichinho”, me veio todos estes cenários, e o título deste texto.

E o título deste texto foi escrito justamente pelo nego bem veio e todo riscado Michael de Oxalá, no grupo da Telegran da Terreira, avisando que por causa da pandemina, não haveria sessão e então teríamos “mais um tempo para pensar”.

Mais tempo para pensar!! Mas por que??? Por que devemos pensar e ter mais tempo para pensar? Bem simples a resposta: porque pensar ativa nosso raciocínio, que ativa nossa inteligência, que ativa nossas experiências e que por fim, ativa nossas intuições. Uma cadeia incrível de eventos, não é? Nada é por acaso…

Pensar era o que Jesus mais fazia, e para tanto, se recolhia, se isolava.

Parece que é o que estão provocando forcadamente em nos. Isto, forcadamente, porque criamos um estilo de vida que acabou por excluir a forma correta de pensamento e de religação com Olorum e a Linha de Orixás, incluindo aqui os Exús.

É tempo de pensar. É tempo de estar sozinho. É tempo de ir até o Pai sozinho, sem qualquer auxílio. Esta viajem se faz sozinho, sem ninguém para carregar nossas malas, sem ninguém para sentar do nosso lado no trem. Teremos alguém para nos despedir na estação e para nos receber na outra estação. Mas não para nos acompanhar!

Logo, não é tempo de comemorações.

Ontem no Jardim da Terreira, havia um silêncio sagrado, que se misturava ao silêncio sagrado da noite. Fomos embora, mas os Apóstolos da Umbanda Michael, Andréia e Bárbara permaneceriam trabalhando em silêncio, sozinhos…

A imagem pode conter: sapatos

Então naquela noite, ele deu graças e partiu o pão pela última vez. E pela última vez esteve entre aqueles que chamava de Apóstolos. Sózinho, com medo, foi até o Jardim das Oliveiras e lá, sozinho, em silêncio, pediu socorro ao seu grande amigo e Pai. Sentindo-se solitário e com medo, caiu de joelhos chorando. Tremendo, disse que aceitava o seu fim por aqui. Horas depois, sozinho na sua Cruz, seu último ato foi elevar seus pensamentos ao seu Pai e pedir ajuda…

Agora nós temos mais tempo para pensar Pai Michael de Oxalá…

Saravá a todos.

José Augusto da Cunha Meira

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