Umbanda tem mironga

Com certeza, você, caro Umbandista ou simpatizante, já ouviu essa afirmação, tão comum dentro dos terreiros. Bem, excluindo a parte que, onde alguns sacerdotes usavam essa afirmação, para ocultar de seus filhos ou pupilos o saber religioso, existe uma parte desta sentença que faz muito sentido, e que diz respeito aos verdadeiros milagres operados dentro da religião, que para grande parte das pessoas são inexplicáveis ou, porque não dizer, são incompreensíveis.

Muitos simplesmente se recusam a aceitar que os guias e os Orixás podem, de acordo com o nosso merecimento, nos tornar iminues a muitas mazelas que acometem a nós, seres humanos. Já presenciamos, nestes anos de trabalho dentro do terreiro, muitas pessoas que foram curadas de enfermidades tidas como “sem jeito” para a medicina, onde exames clínicos antes e depois comprovaram a cura. Quantos entraram dentro de um terreiro, sem perspectiva de vida, sem futuro, sem nome, e os Orixás devolveram a dignidade, a vontade de viver e um novo nome, uma nova identidade, com o respeito e a admiração da comunidade onde atuam.

O terreiro não é apenas espaço de manifestação do outro lado, mas é também um espaço de vida, e vida em abundância, onde as divindades asseguram vida longa, proteção, e sentido de vida. Se tornar membro de uma comunidade de terreiro é subir degraus iniciáticos, que proporcionam respeito, admiração e o direito de ser ouvido como uma voz de sabedoria pela comunidade, onde o tempo de iniciação é sempre senhor, os mais velhos ensinam os mais novos, e esses mais velhos são respeitados como aqueles que detém sabedoria e experiência.

A fé e essa simbiose que existe entre iniciado e Orixá, nos faz perguntar as vezes, onde começa a divindade e onde termina o ser humano. Esse duplo faz com que seres humanos se tornem sagrados, e fortes para viver. Estar com o Orixá é ter sabedoria, mas essa sabedoria não diz respeito a livros, saber intelectual. Esse saber diz respeito a SABER VIVER, E VIVER BEM, FELIZ E FAZENDO A TODOS AO NOSSO REDOR FELIZES TAMBÉM.

Axé, saravá.

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