Na Estação do Trem!!

Este texto não será umbandista! Não será espírita! Nem será espiritualista; e tampouco será um conselho! Não! Nada disso!

Este texto será apenas sobre o Amor.

O amor humano, sem qualquer poesia ou cores.

Porque o amor humano é o que mais está em nós! Porque o amor humano é o que nós podemos ter e sentir. No agora e no hoje, é o que podemos ter. Num futuro, será um outro amor, mas daí será um outro texto, escrito por alguém mais capaz que este barbudo aqui.

Falemos então do que temos!!!

Este Planeta Terra já bem é velho. Quase já foi destruído por um asteróide minha gente! Já passou por milhares e milhares de conflitos e guerras mundiais! Milhões de pessoa já morreram assassinadas ou vitimas de acidentes ou doenças mortais! Agora por exemplo, mais uma epidêmia…

Mas o amor continua existindo em nossos corações. Continuamos a amar, a nos apaixonar e a gostar do outro, apesar do outro! Vejam só isto! Mas continuamos com o amor em nós!!

Homens, mulheres, adolescentes e crianças, todos amando e gostando e sentindo saudade e querendo ficar perto, dar mais um abraco, conversar mais um pouco, ouvir a voz, sentir o perfume que só aquela pessoa tem…

E na hora da morte, este amor aumenta…

Maridos choram, esposas choram, filhos choram, amigos choram e até inimigos choram pela falta que o outro vai fazer!! Porque um dia, todos veremos aqueles que amamos morrerem, ou vice-versa! A partida é inevitável…

Mas a morte, a partida inevitável, não destrói o amor! Não! Pelo contrário, aumenta o amor! A partida faz cair o véu da falta, da ausência, do desaparecimento da outra pessoa das nossas vidas, e por esta estranha via inversa, faz cada um de nós ver o amor que existe em nós e que sobreviveu apesar de tudo e todos…

Porque o amor verdadeiro levamos com a gente na Estação do Trem! E é o que nos mantem no encalço do Cristo do outro lado!

Eu duvido que nos instantes finais de suas vidas, aquelas pessoas que estavam nos aviões que foram jogados nas Torres Gêmeas no dia 11.09.2001; ou o time da chapecoense que morreu naquela outra queda de avião, sentiram raiva ou odio de alguém ou de algum familiar. Nao! Sentiram amor! E o que fizeram rapidamente foi pegar seus celulares e ligar para suas esposas e maridos…

Porque na Estação do Trem, ou numa Estação Rodoviária, ou até numa simples calçada de uma ruazinha cheia de árvores e flores, quando a luzinha está se apagando deste lado (como me disse o Pai Preto um dia destes), o que sentimos é o verdadeiro amor, o amor mais puro que podemos sentir: NÓS SENTIMOS O OUTRO!

Saravá a todos vocês.

José Augusto da Cunha Meira

6 Comments

  1. Parabéns, perfeito. O ser humano, tem que pensar mais na humanização e ter muito amor para que possamos viver em harmonia . Saravá.

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